Já entendemos o potencial de negócio e o crescimento da internet nestes últimos anos, a sua velocidade de comunicação e a facilidade de se criar e manter empreendimentos através dela ao longo do tempo. 

Surgiram as primeiras lojas virtuais no Brasil em meados dos anos 90 com um processo ainda meio lento e assim, diversas empresas foram aparecendo e vendendo seus produtos na internet. Atualmente, vemos uma importante mudança principalmente quando falamos em velocidade virtual, na agilidade com que as informações chegam para nós, e em como ficou fácil a comercialização e as entregas dos produtos que compramos on-line.


Comprar ficou mais fácil, mas e a entrega desses produtos para quem tem um e-commerce pequeno, será que também está mais fácil?

Segundo o Reclame Aqui, as reclamações sobre os atrasos nas entregas foram recorrentes e crescentes durante todo o ano de 2020, mostrando que a logística ainda é um grande problema para o consumidor.Endossando esses números, a consultoria BIP Brasil (Business Integration Partners), divulgou que entre abril e junho foram registradas 126 mil reclamações relativas a compras digitais, um salto de 53,5% em relação ao mesmo período do ano de 2020.


Considerando, que a logística é, para quem tem um e-commerce, o meio pelo qual as empresas conseguem realizar o seu ciclo operacional de forma completa e eficaz, fica fácil dizer que é através das operações logísticas que uma empresa alavanca sua lucratividade e credibilidade no mercado, pois para conquistar a confiança dos clientes, é importante que suas operações sejam eficientes, com um alto grau de excelência e competência. Isso reflete-se na necessidade de se ter um planejamento eficiente para a distribuição e o transporte da mercadoria. Para uma empresa de porte médio e grande que possui um forte planejamento logístico, atrasos nas entregas são praticamente nulas e raramente eles terão dificuldades nos setores de expedição e entrega. 


Mas as pequenas lojas virtuais podem se destacar nessa cadeia?

Investindo certo e planejando de forma estratégica.


Olívio (2013) diz que a Logística trata-se de planejamento, organização, controle e realização de tarefas associadas à armazenagem, transporte e distribuição de bens e serviços. Então podemos afirmar que, para um pequeno e-commerce seguir à risca essas recomendações pode ser uma saída para o fim dos problemas em relação à atrasos nas entregas de seus produtos para seus clientes. Quando os donos das lojas organizam melhor o trajeto dos entregadores, criando uma rota de tráfego estratégica com horários diferentes para fugir do trânsito e agilizar ainda mais o serviço, é possível maximizar o tempo e o valor hora do entregador, investido por dia. Com o investimento certo, sobrará verba para contratar um parceiro logístico que tenha uma proposta de valor diferenciada focada na experiência do cliente para garantir uma segurança maior nos produtos transportados, podendo-se usar embalagens mais duráveis, deixando mais fácil o armazenamento e o manusear de mercadorias mais frágeis e menores.


Baseado nesses dados é possível concluir que, se as lojas virtuais tomarem as medidas corretas, se planejarem melhor e buscarem um parceiro de confiança, que possa garantir suas entregas com eficiência e no prazo, certamente, elas alcançarão o sucesso do ponto de vista logístico.

Autora: Priscila Palheta de Souza

Priscila Palheta de Souza é aluna da pós-graduação em gestão de e-commerce e este é o artigo que ela escreveu para finalização do curso.

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