Chamar grupos de trabalho de times está em alta, não é mesmo? Mas você já parou para pensar que a definição de time pode ir muito além disso?
Um time não é qualquer grupo de pessoas que trabalham sob a mesma gestão. Um grupo não se torna um time só porque alguém resolveu chamá-lo assim. Aliás, o nome é só o começo das diferenças entre grupos e times, a performance deles também é diferente!
As empresas montam grupos de trabalho porque as atividades são cada vez mais complexas e não podem ser executadas por apenas uma pessoa, certo? O que se espera desses grupos ou times é que entreguem resultados dia após dia. Mas, por que será que algumas performances de times e grupos parecem melhores?
O resultado de um grupo de trabalho é a soma das entregas individuais de cada integrante. Em contrapartida, o grupo, além das entregas individuais, gera um produto adicional. Esse produto é fruto da integração das pessoas e daquilo que elas são capazes de construir juntas quando estão seguras para fazer suas contribuições. Resumindo: o time entrega mais do que apenas as somas das partes.
Sendo assim, devemos transformar todos os grupos de trabalho em times?
Não! O grupo de trabalho pode ser muito importante em empresas que precisam de resultados individuais e querem que cada pessoa se responsabilize individualmente pelas entregas. Entretanto, estes integrantes do grupo não vão se preocupar em oferecer algo incremental gerado pelo trabalho integrado. Diferente dos integrantes de um time que precisam saber o quanto são responsáveis pela criação desse valor coletivo.
Para gerar esse excedente, o time tem algumas características importantes:
- É formado por uma quantidade pequena de pessoas que podem ser gerenciadas, receber feedback e tem contato entre si;
- Integrantes com habilidades que se complementam;
- Há um propósito comum e bem conhecido por todos;
- Objetivos claros de performance;
- Senso de confiança entre os integrantes;
- Responsabilidade coletiva pelas entregas: O famoso ‘não fiz porque ele não fez’ não vale! Se alguém não entrega, é preciso conversar e entender o que impede a entrega, até resolver o tema.
O propósito do time precisa ser claro e conhecido por todos. Sem um propósito para o time se comprometer, cada integrante será apenas um indivíduo preocupado em fazer suas tarefas individuais e volta a ser apenas um grupo. Certamente, os melhores times gastam tempo e energia explorando esse propósito até que ocorra a sensação de participação e pertencimento.
Além de chegar a um propósito comum e se comprometer com ele, os melhores times também traduzem esse propósito em metas claras de performance. Por exemplo: entregar o projeto com qualidade dentro do prazo x, reduzir custo da área y. Essas metas também precisam ser facilmente mensuráveis e com indicadores realmente relevantes. Objetivos específicos de performance do time ajudam a definir quais passos devem ser dados e qual esforço deve ser feito especificamente por cada membro para adicionar valor ao todo. Em outras palavras, com metas claras a comunicação fica mais fácil entre o time!
O mix correto de habilidades envolve pessoas com o conhecimento técnico e funcional (de preferência num agrupamento multidisciplinar), com capacidade de resolver problemas e também de relacionamento interpessoal. Como resultado, o time encontra soluções inovadoras para os temas que discute!
Resumindo…
Para finalizar, o grupo de trabalho é definido por um líder forte e focado, que distribui responsabilidades individuais e os produtos do trabalho também são individuais. O grupo de trabalho discute, decide e delega para que cada membro faça sua atividade.
Em contrapartida, o time, além da responsabilidade individual, tem a responsabilidade e confiança do grupo, ou seja, todos se responsabilizam conjuntamente pelo sucesso ou fracasso, as discussões e reuniões de resolução de problemas de forma coletiva são encorajadas. O time discute, decide e todos colocam a mão na massa, inclusive o líder.
Podemos ajudar seu grupo a se tornar um time! Por exemplo, para criação de um propósito comum, estímulo da discussão sadia, desenvolvimento de comunicação e confiança, sugerimos um workshop de Lego Serious Play!
Cada workshop tem um objetivo definido pela empresa e um produto que pode ser um cronograma, um plano de ação ou um guia de princípios para o time! Assim garantimos que o resultado do workshop seja acompanhado no decorrer do tempo e a perfomance dos times aumente!
Para conhecer mais:
Fonte: Katzenbach, Jon R; Smith, Douglas K, The discipline of the Teams. Harvard Business review, March – April 1993
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